Le « gardien-latéral » obtient 40 000 R$ d’indemnités du Corinthians, mais la plupart de ses demandes sont rejetées.
# Justiça condena Corinthians a pagar R$ 40 mil a jovem jogador após desistir de contratá-lo
O Corinthians foi condenado, em primeira instância, a indenizar em R$ 40 mil por danos morais Reginaldo Borim, hoje com 19 anos. O atleta acionou o clube após a contratação, acertada em 2024, ser cancelada em meio à repercussão de seu passado como goleiro.
A quantia ficou bem abaixo dos R$ 10 milhões pedidos pelo jogador pela quebra do contrato. A juíza Fernanda Cavalcante Fon Soares, da Justiça do Trabalho, rejeitou quase todas as reivindicações. Ao analisar os documentos apresentados pelas partes, concluiu que o contrato não havia sido assinado por todos e que a participação de Borim nos treinos e sua permanência no alojamento faziam parte do período de avaliação nas categorias de base.
Com isso, a magistrada negou o reconhecimento de vínculo empregatício, o pagamento de verbas rescisórias e a multa por rescisão contratual. A indenização por danos morais foi concedida por causa de declarações feitas à época pelo então diretor das categorias de base, Claudinei Alves.
O dirigente afirmou ao ge que, embora Borim tivesse sido bem avaliado como lateral-esquerdo, sofria pressão no Conselho Deliberativo e não pretendia “ficar sofrendo pressão no clube por causa de um atleta”.
O Corinthians havia acertado com o jovem, então com 17 anos, para atuar como lateral-esquerdo no time sub-18. Em 2024, ele havia disputado apenas 33 minutos e, no ano anterior, jogado como goleiro. Diante da repercussão negativa, o clube recuou da contratação.
“Podemos estar acabando com a carreira de um garoto, tenho esse sentimento, mas estou mandando embora. Paciência”, declarou Claudinei ao ge.
Na sentença, a juíza considerou que a postura do clube ultrapassou os limites de uma decisão regular de contratação. Segundo ela, o Corinthians expôs publicamente a dignidade e a honra de um adolescente de 17 anos, submetendo-o a constrangimento em larga escala para conter pressões políticas internas. A magistrada também criticou o uso da palavra “paciência” ao encerrar a declaração, afirmando que ela demonstrava desprezo pela situação
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